A presidenta Dilma Rousseff e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva inauguraram nesta segunda-feira a ponte Rio Negro, que faz a travessia do rio e liga a cidade de Manaus a Iranduba, no Amazonas. A obra, que havia sido iniciada durante o governo Lula, demorou mais três anos para ser entregue em meio a impasses ambientais e teve um custo total de R$ 1 bilhão. Foto: Divulgação A ponte que liga a cidade de Manaus a Iranduba Com 3.595 metros de comprimento, a ponte é considerada a maior ponte estaiada (com 400 metros de trecho suspensos por cabos) do Brasil em águas fluviais e a segunda no mundo, ficando atrás apenas da ponte sobre o rio Orinoco, na Venezuela. Na inauguração, Lula e Dilma chegaram a usar cocares, presente dado por comunidades indígenas do Amazonas. Além da inauguração da ponte, Dilma também anunciou a prorrogação da Zona Franca de Manaus por mais 50 anos e a ampliação de medidas federais em benefício da região metropolitana da capital amazonense A ponte Foto: EFE Ampliar A ponte Rio Negro Antes da construção da ponte, a travessia do Rio Negro pela população da região metropolitana de Manaus era feita por meio de balsa e cada trajeto demorava de 30 a 40 minutos. Com a ponte, o percurso poderá ser feito em apenas 5 minutos, A ponte possui 3.595 metros de extensão, apoio central com 162 metros de altura e vão central de 55 metros de altura, para possibilitar a passagem de navios de grande porte. Na execução das estacas de fundação foram realizadas escavações em grandes profundidades – até 60 metros abaixo do leito do rio - em solos com composição diferentes a cada trecho. Foram utilizadas estacas de até 90 metros de comprimento e guindastes embarcados de 300 toneladas para o içamento de tubos de 75 toneladas para a execução das estacas.
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