Enterro em área de fazenda de Paranhosfoi autorizado pela Justiça FederalÍndio deve ser sepultado à tarde em fazenda reivindicada por guarani-caiuá Já foi comunicada pela Justiça aos donos da fazenda São Luis, em Paranhos, a decisão do juiz federal Eduardo José da Costa, que autorizou o sepultamento em uma área da fazenda do índio Teodoro Recalde, 33 anos, morto na madrugada de quarta-feira. O corpo será enterrado no acampamento de guarani-caiuá montado com autorização judicial na propriedade, que é reivindicada como terra indígena.A previsão é que o sepultamento ocorra ainda hoje, uma vez que o corpo está desde ontem na funerária da cidade. O indígena foi encontrado morto na quarta-feira de madrugada, com sinais de espancamento.O crime está sendo investigado tanto pela Polícia Civil quanto pela Polícia Federal, acionada pelo MPF (Ministério Público Federal) para apurar se o assassinato tem relação com a disputa fundiária.De acordo com as informações da Funai em Ponta Porã, os donos da fazenda, que haviam negado o pedido dos índios para o sepultamento no local, não impuseram resistência.Por conta disso, não deve haver acompanhamento policial.Área polêmica-A fazenda é reivindicada como sendo a terra indígena Y´poi e a comunidade quer que Teodoro Recalde seja enterrado no acampamento, alegando que a tradição deles prevê o sepultamento na terra ancestral. No local, vivem 70 famílias guarani-caiuá.Teodoro Recalde foi encontrado morto na fazenda Cabeça de Boi, no caminho para o acampamento na fazenda São LuisO indígena morto é primo dos professores Genilvado Vera e Rolindo Vera, professores que desapareceram em 2009. Genivaldo foi encontrado morto, com sinais de espancamento. Rolindo nunca foi achado.
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