Dourados, cidade que fica a 221 quilômetros de Campo Grande, conquistou prêmio nacional de Educação Indígena.O projeto “Programa de ações educativas complementares" ficou entre os 10 vencedores do grupo temático "Gestão Pedagógica", ao lado dos projetos "Universidade Popular", de Passo Fundo (RS), e "Informática educativa", de Castanhal (PA).O resultado do prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008, foi publicado no Diário Oficial da União de 4 de dezembro de 2008.A premiação aconteceu hoje pela manhã, em Brasília. Estiveram representando Dourados: o secretário municipal de Educação, Leopoldo Van Suypenne, a gestora de Processos em Educação Escolar Indígena, Teodora de Souza e o coordenador do Programa de Ações Educativas Complementares, Reginaldo Candado Prêmio Inovação em Gestão Educacional 2008.O prêmio foi concedido pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais "Anísio Teixeira" do Ministério de Educação- Inep/MEC. Prêmio - O Programa de Ações Complementares da Secretaria Municipal de Educação de Dourados abrange os projetos "Ka`agwy Renopuã" (Florescer da Mata) e "Ka'aguy Poty" (Flor da Mata) que funcionam em parceria com as secretarias municipais de Agricultura Familiar, Assistência Social e Economia Solidária e ainda a Fundação Nacional da Saúde (Funasa), Energias do Brasil (Enersul) e a Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD).Os projetos já beneficiaram vários adolescentes, entre 12 e 18 anos, em situação de vulnerabilidade social, selecionados pelas escolas municipais indígenas.Os adolescentes já desenvolveram várias atividades como a roça escolar, viveiro de mudas, piscicultura, horta, culinária, informática, esporte e atividades sócio-educativas.Essas ações são um laboratório a céu aberto onde os adolescentes obtêm importantes informações sobre educação ambiental, manejo e cultivo de plantas. Além disso, proporcionam a quem visita o projeto a oportunidade conhecer as espécies de árvores nativas e frutíferas e também um pouco mais da realidade dos adolescentes indígenas do nosso município. Aproximadamente 200 alunos já atuaram nos projetos no contra-turno escolar, permanecendo na escola em período integral.Até o final do ano de 2007 os alunos recebiam uma bolsa-auxílio dos programas PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil) e Agente Jovem, do Governo Federal. Em 2008 o programa Agente Jovem foi substituído pelo Pró-jovem adolescente, cujos critérios dificultaram a inclusão dos adolescentes nos termos do Programa.
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